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Cadeias de suprimento resilientes

Algo que definitivamente ganhou relevância em várias decisões estratégicas nesse ano de 2020 foi a gestão da cadeia de suprimentos. Se voltarmos alguns atrás é incrível pensar que já havíamos experimentado no passado, situações, não com a mesma proporção, mas que também trouxeram impactos importantes para a cadeia produtiva de algumas indústrias mas que parece que não geraram os aprendizados necessários.

Tivemos em 2011, dois episódios de grande magnitude que foram o terremoto seguido de tsunami no Japão e as sérias inundações ocorridas na Tailândia naquele mesmo ano que impactaram de forma considerável importantes fornecedores para a industria automotiva e de disk drives.

Em 2020 a magnitude sem dúvida foi outra. Se antes, nos episódios do Japão e Tailândia, os impactos ambientais foram regionais, dessa vez a pandemia chegou nas partes mais remotas do mundo. Essa experiência, de certa forma, trouxe à tona o emaranhado existentes nas cadeias de suprimento onde não temos a menor ideia sobre a quantidade de camadas de fornecedores que existem em cada indústria. Nunca foi tão importante as empresas identificarem suas vulnerabilidades em seus processos e tecnologias.

O dilema que as empresas enfrentam é que seus consumidores não deverão estar dispostos a pagar mais caro para que tenham garantia de abastecimento de seus produtos. Isso porque, por mais que um produtor queira criar capacidade produtiva em países que elevem seus custos pois são mais próximos dos mercados onde seus produtos serão comercializados, alguém terá que pagar por esse custo adicional. Uma das formas de mitigar esse risco poderia ser através de maiores estoques porém isso acarreta maior custo e risco de obsolescência e também de perda.

As indústrias e empresas em geral precisarão repensar seus processos produtivos e focar em inovações que permitirão que produzam com menores custos e talvez em mercados mais próximos de seu mercado consumidor. A tecnologia aplicada a novos processos de negócio deve servir de habilitador para essa mudança. Esse processo de adotar novas tecnologias não é nada novo. Após a Segunda Guerra Mundial vimos isso acontecer no Japão e Alemanha onde esses países foram capazes de reconstruir seus parques industriais adotando novas tecnologias que permitiram diminuir custos, se tornarem mais competitivos no comércio mundial e oferecendo produtos de melhor qualidade.

Difícil imaginar investimentos de capital, tempo e pessoas em projetos que tragam melhor visibilidade na cadeia produtiva e de abastecimento em um momento de crise social e incertezas econômicas como estamos vivendo. Porém, esse é o momento que empresas e líderes que desejam prosperar, devem tomar as decisões que muitas vezes parem difíceis, mas que são acertadas pensando no médio e longo prazos. A incorporação de tecnologias como IoT, blockchain e inteligencia artificial precisa ser feita agora para que consigamos mitigar riscos e principalmente melhorar a experiência dos consumidores na ponta final da cadeia.

Via administradores.com.br

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