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Logística será favorecida por integração na cadeia de valor

A expectativa do setor de logística é de um novo impulso nos negócios, depois da aceleração provocada pela crise sanitária do coronavírus. Não se trata apenas das vendas on-line, que saltaram de 5% para cerca de 20% das transações comerciais no país, mas do segmento todo.

Os investimentos em projetos de plataformas e redes de trânsito de dados envolvem pelo menos o topo da cadeia e tentam suprir uma defasagem constatada em pesquisa da DHL Global Forwarding, braço do grupo DHL, líder mundial no setor logístico especializado em transporte de cargas internacional via modal aéreo, marítimo e rodoviário. O estudo, feito em junho com 100 empresas globais, concluiu que 60% dos entrevistados do setor não conseguem ter visibilidade suficiente sobre toda a cadeia de suprimentos.

As deficiências incluem a falta de uma plataforma centralizada para impulsionar as iniciativas de IoT e a coleta fragmentada de dados. Nada menos de 75% dos entrevistados afirmaram que pretendem implementar pelo menos uma tecnologia de rede sem fio de última geração no futuro próximo para cumprir metas de visibilidade das cadeias.

“Modernizar todos os pontos de contato das cadeias de suprimentos, do atendimento ao cliente ao ponto final de entrega, é o novo imperativo para uma vantagem competitiva no mercado”, diz Eric Brenner, presidente da DHL Global Forwarding.

O avanço digital do mercado logístico é global, mas tem nuances no Brasil. A Braspress, líder nacional no transporte de encomendas de confecção e produtos odontológicos, que movimenta cerca de R$ 4 bilhões por mês em mercadorias com uma frota de 800 veículos, desde 2002 investe em tecnologia: da inteligência na etiquetação dos produtos à automação do transporte com menor risco. Ainda assim, sabe que o processo é permanente. “A tecnologia 5G é uma peça do dominó, mas pode criar uma padronização para uma cadeia que tem que ser pensada de forma integrada”, diz Luiz Carlos Lopes, diretor operacional da Braspress.

“O 5G vai revolucionar os processos da logística”, diz Adriano Thiele, diretor da JSL, braço logístico do grupo Simpar, holding que reúne locadora de carros e de máquinas e caminhões até banco digital, com 13 mil dos 21 mil funcionários no setor de logística.

A empresa criou sua própria plataforma voltada à gestão e transformação digital, mas segue em busca de novas soluções. Um centro de operações já acompanha a localização das cargas em tempo real, mas o ciclo completo de visibilidade da cadeia logística ainda está em aprimoramento.

Na Vamos, braço da holding Simpar de locação de caminhões e máquinas pesadas e agrícolas, com 80% de participação no mercado, o monitoramento de toda a frota é feito pela internet. Aplicativos controlam da gestão de 14 mil veículos, nas estradas ou nas lavouras, até o check-in na oficina.

Dois vídeo-walls instalados na sede da empresa permitem acompanhar os caminhões parados e melhorar a produtividade da frota. “A tecnologia pode impulsionar muito os negócios”, afirma Gustavo Couto, presidente da Vamos.

“Desde março, a demanda de consultas e serviços de fornecedora de softwares de gestão empresarial cresceu 15%”, diz Jaqueline Amaral Fraga, especialista em negócios do setor logística da Rede Cigam. O principal gargalo constatado na empresa ainda é o monitoramento das cargas.

Fonte: Valor Econômico

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